Fazenda da Samambaia - (Desde 1723)


Imagem 03: Paraty (RJ) Vista Geral
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 162.


Imagem 04: Rua antiga com leito de rocha nua. Imagem 5: Rua de casas coloniais de duas braças de largura, atualmente renovadas. Imagem 6: Rua de casas coloniais de 1800, rua João Pinto. Imagem 6: Rua antiga com casas térreas, por volta de 1870, rua Tiradentes. Imagem 7: Detalhe da mesma rua. Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina, p.178.

As técnicas construtivas eram primitivas; nas casas mais simples, as paredes eram de pau-a-pique, adobe ou taipa de pilão. Nas casas mais importantes, eram utilizados materiais como pedra e barro, tijolos ou pedra e cal.


Imagem 08: Diamantina (MG) - Detalhe da varanda com beiral de cachorros, interceptado por tábua inclinada, formando sanca
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 136.

Imagem 09: Ouro Preto (MG) - Casa dos Contos, interior do sobrado. Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 126.

Imagem 10: Tiradentes (MG) - Detalhes de fechaduras.
Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 126.

As coberturas eram telhados de duas águas, com telhas cerâmicas, onde a água da chuva era escoada para a rua e para os fundos do terreno, ou com o aparecimento de águas furtadas ou camarinhas, porém eram colocados de forma a evitar a necessidade de calhas ou rufos.

Imagem 11: Casa com rebordo de duas filas de telha e faixas de estuque. Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.165.

Imagem 12: Casa térrea, de duas braças de largura com janela e porta-janela. Rebordo de telhas de canal, faixas nas aberturas de madeira. Abertura de esgoto debaixo da porta. Construção situada na rua Conselheiro Mafra, Florianópolis (SC), 1750.
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.136.

Os principais tipos de habitação eram o sobrado, este de dois pavimentos, onde seu uso poderia ser residencial, comercial ou misto, com piso de assoalho e casa térrea de chão batido. Os pavimentos térreos dos sobrados eram ocupados por lojas ou para acomodação dos escravos e animais. Outra tipologia deste período eram as chácaras, que ficavam distantes da cidade, e com fácil abastecimento de água, devido a rios e nascentes. A cobertura era feita com quatro águas; existia um alpendre de dois pavimentos e as quatro fachadas eram recuadas devido ao tamanho do terreno.

Imagem 13: Casa do Padre Inácio, Cotia (SP). Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 126.

Imagem 14: Fila de casas de três eixos, na Praça Getúlio Vargas – Florianópolis (SC).
Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.164.

Imagem 15: Casa térrea, Florianópolis (SC). Fonte:Construções Antigas em Santa Catarina. p.164.

Imagem 16: Paraty (RJ) - Casarios com a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 126.

Imagem 17: Búzios (RJ). Casa de fazenda de frente para o mar. Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 164.

Imagem 18/19: São Roque (SP). – Fazenda Santo Antonio, casa grande e capela da antiga fazenda. Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 45.

O urbanismo foi caracterizado pela adaptação do traçado das ruas, largos e muralhas, a topografia acidentada do terreno e principalmente a posição de edifícios importantes em pontos estratégicos, como conventos e igrejas.

No Brasil, a arquitetura colonial é a arquitetura realizada desde o ano de 1500 até aproximadamente o ano de 1830.

A passagem dos imperadores por nossa região, antes mesmo de Petrópolis existir, ficou registrada em dois casarões do século XVII: as sedes preservadas da Fazenda do Padre Corrêa, que os hospedava, e da Fazenda da Samambaia, que pertencia a mesma família e onde D. Pedro I fazia as refeições. A Fazenda da Samambaia, atualmente sede do Instituto Samambaia de Ciências Ambientais e Ecoturismo, é tombada pelo IPHAN e faz parte da variante do Caminho Novo,"Caminho do Ouro" e "Estrada Real" nas terras concedidas à Bernardo Proença. A partir de 1800, foi visitada e descrita por vários naturalistas, dentre eles Cunha Mattos e o Barão de Langsdorf. A sede, totalmente original, foi formada a partir de 1948, com jardins do paisagista Burle Marx, com espécies nativas. Atualmente, conta com exposições de arte contemporânea, artesanato regional e arquitetura paisagística e com o restaurante Taverna do Cônego. Também guarda preciosos mobiliários da época e uma capela dedicada a Nossa Senhora da Assunção, em estilo Rococó, catalogada no Vaticano e esculpida por Mestre Valentim da Fonseca.

Tem como característica as residências construídas sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais dos terrenos. As vias eram traçadas conforme as casas. Não havia meio-termo: as casas eram urbanas ou rurais. Não eram construídas casas urbanas com determinado recuo e com jardim. As casas eram construídas de forma uniforme, em certos casos, tal repetição vinha de posturas municipais.

Imagem 20: Convento de São Francisco, Olinda. Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 52.

Imagem 21: Mosteiro de São Bento – Olinda. Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 61.

Imagem 22: Matriz de Santo Antonio, projeto e esculturas de Aleijadinho – Tiradentes. Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 115.

Imagem 23: Igreja de Nossa Senhora do Rosário – Alcântara. Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 25.

Imagem 24:Vestígios de azulejos remanescentes no átrio da Igreja de Santo Antonio – Iguape. Fonte:Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 90.

Outro fator do urbanismo colonial era a criação de praças junto a edifícios religiosos, como é o caso do Colégio dos Jesuítas no século XVI. Uma outra característica era a inexistência de passeio público, as ruas eram recobertas com pedras do local. A topografia era vencida com escadas. O primeiro sistema de captação da água foram os chafarizes, e os aquedutos.

Imagem 25:Antigo aqueduto, Arcos da Carioca Rio de Janeiro. Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 165.

Imagem 26: Chafariz de São José – Tiradentes. Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 132.

Detalhe esquadrias:

Imagem 27/28: Janelas, caixilharias, postigos, muxarabis. Fonte: Uma visão da arquitetura colonial no Brasil, p. 128/129

Imagem 29: Janela da casa térrea colonial, no lado externo a janela guilhotina; no lado interno a janela escura de madeira. Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.137.

Imagem 30: Porta-janela da casa colonial, no lado externo a porta-janela, no lado interno a porta escura de madeira. Fonte: Construções Antigas em Santa Catarina. p.138.

REFÊRENCIAS:

BROSS, Hans. Construções Antigas em Santa Catarina. Florianópolis: ed da UFSC, 2002. HUE, Jorge. Uma visão da arquitetura colonial no Brasil. Rio de Janeiro: ed Agir, 1999

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